Por Maria Beatriz Dourado Furquim
Os primeiros idealizadores da educação integral no Brasil foram Anísio Teixeira, encarregado do projeto, o Centro Educacional Carneiro Ribeiro em 1950 em Salvador e Darcy Ribeiro em 1980 no Rio de Janeiro com os 500 CIEPS (Centro Integrados de Educação Pública).
Este projeto educacional, teve impulso em
2006 com o Plano Mais Educação, o qual viabilizou as verbas necessárias para
custear, adaptar e aprimorar os meios necessários para se implantar a Escola de
Tempo Integral em nosso País, de forma eficaz.
Com o objetivo da multidisciplinaridade,
ou seja o trabalho de várias disciplinas juntamente com o esporte, lazer e
cultura (transformando a longa permanência do educando, na instituição em algo
prazeroso e proveitoso, para o mesmo).
Dentre as matérias da
multidisciplinaridade, encontramos o ensino veemente da língua portuguesa e
matemática nas instituições de tempo integral, principalmente, desta ultima
pode ser considerada pelo alunos, a grande vilã das matérias.
Por isso o ensino da mesma, geralmente se
faz no turno matutino e no vespertino a aula de reforço é intercalada com as
atividades esportivas e culturais.
" A escola primária seria dividida em dois setores, o da
instrução, propriamente dita, ou seja da escola ativa. No setor de instrução,
[...] - as atividades socializantes, a educação artística, o trabalho manual e
as artes industriais e a educação física". TEIXEIRA (1959, p.82).
Como pude comprovar, colocando em prática
no reforço destas meterias, com a utilização de métodos criativos, para atrair
a atenção de meus educandos para as aulas de reforço em matemática, e isso
ocorreu com a utilização de jogos pedagógicos específicos para esta matéria.
Desta forma as Instituições de Ensino em
Tempo Integral em nosso país, tem cumprido de forma consubstancial o seu papel,
pois além de ensinar de forma veemente, tem tirado das ruas, crianças e
adolescentes.
[...] não podemos ser uma escola de tempo
parcial, nem uma escola somente de letras, nem uma escola de iniciação
intelectual, mas uma escola sobretudo prática, de iniciação ao trabalho de
formação de hábitos de pensar, hábitos de fazer, hábitos de trabalhar e hábitos
de conviver e participar em uma sociedade democrática, cujo soberano é o
próprio. TEIXEIRA (1999, p.63)
Portanto, tem realizado um importante
feito social, transformando estas crianças que são vítimas dos problemas
sociais em verdadeiros cidadãos de bem.
REFERENCIAL TEÓRICO
TEIXEIRA, Anísio. Educação
não é privilégio. UFRJ: Rio de Janeiro, 1999
TEIXEIRA, Anísio. Centro
Educacional Carneiro Ribeiro. Revista Brasileira de Estudos Pedagógicos, Rio de
Janeiro, Vol 31, nº 73, p.78-84, jan/mar, 1959.
Nenhum comentário:
Postar um comentário